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Empreender transforma vidas de mulheres e de suas comunidades

14/08/2026
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O empreendedorismo feminino se apresenta em muitos rostos, sotaques e trajetórias. Às vésperas do Dia Nacional da Mulher Empresária, comemorado em 17 de agosto, a Agência Sebrae de Notícias reuniu as histórias de três empreendedoras que retratam a diversidade dos pequenos negócios no Brasil.

Para elas, empreender significou transformar dificuldades em oportunidades, conquistar autonomia financeira e gerar impacto na família, na comunidade e na economia. Esse caminho aproximou a baiana Josenice Rosa Lima Carvalho, a gaúcha Lucia Burille e a fluminense Viviane Queiroz da Silva Gonçalves, que encontraram no Sebrae apoio para fortalecer a gestão e ampliar os negócios.

As trajetórias refletem um movimento em expansão: segundo o Sebrae, o empreendedorismo feminino cresceu quase 30% na última década e atingiu o maior patamar da série histórica. Entre as iniciativas voltadas ao público está o Sebrae Delas, além de consultorias, capacitações, mentorias e instrumentos de acesso ao crédito, como o Fampe Mulher, que avaliza 100% das operações de crédito feitas por mulheres em bancos conveniados.

Incentivo a outras mulheres

Em Salvador (BA), Jô Lima começou quase por acaso. Mãe de João Guilherme e Jasmine, buscava uma renda extra para realizar o sonho de se casar quando aceitou o convite de uma prima para fazer um curso de cabeleireira. O que parecia temporário revelou um talento e um propósito. "Percebi que não era só uma forma de ganhar dinheiro. Era sobre transformar vidas e fazer outras mulheres se enxergarem de uma forma diferente", conta.

Ao longo do caminho, precisou aprender a administrar a empresa enquanto conciliava as rotinas de mãe, esposa e empreendedora, e enfrentou dificuldades de acesso ao crédito e episódios de racismo estrutural após abrir seu salão em uma região valorizada da cidade. Com o apoio do Sebrae Delas, consultorias em gestão, marketing e finanças e o Fampe Mulher, estruturou o negócio, ampliou a presença digital e conquistou capital de giro. Hoje, além do estúdio de beleza, lidera a Jô Lima Academy, onde ajuda outras mulheres a organizar seus empreendimentos.

A força de acreditar junto

No Rio Grande do Sul, Lucia Burille conviveu com o empreendedorismo desde a infância. Filha de agricultores, brincava de fabricar doces de barro enquanto observava a mãe e a avó preparando geleias e compotas. Formada em Engenharia de Alimentos, deixou um cargo de gestão em uma grande empresa para criar a Fornello di Luccia, indústria boutique de geleias e antepastos artesanais no Vale dos Vinhedos. O negócio nasceu em um contêiner de seis metros quadrados e hoje leva produtos a vários estados e a países como Japão, Itália, Alemanha, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

Após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, encontrou no Sebrae um aliado para reposicionar a empresa, com consultorias, aceleração, fortalecimento da marca e abertura de novos mercados. "Quando eu acredito, vou longe. Mas, quando alguém acredita comigo, eu me torno imparável", resume.

Novo recomeço

Em Duque de Caxias (RJ), Viviane Queiroz encontrou na confeitaria uma forma de reconstruir a própria história. Depois que um incêndio destruiu a loja do pai, passou a ajudar na cozinha da sogra de um amigo e levou três anos aprendendo a fazer bolos. O ofício ganhou novo sentido quando o pai lhe entregou as chaves de uma antiga loja da família.

Assim nasceu a Os Bolos da Vivi. No início, ela fazia tudo sozinha: produção, atendimento, contas e funcionamento da loja. Ao participar do Sebrae Delas, adquiriu ferramentas de gestão, reorganizou a empresa e expandiu o negócio. Hoje tem duas unidades, emprega 12 colaboradores com carteira assinada e mantém uma rede de parceiros. "Aquilo que parecia ser o fim acabou sendo o início de um novo recomeço", afirma.

Além de representarem diferentes regiões e setores, as três histórias têm em comum a demonstração de que conhecimento, planejamento e acesso às ferramentas certas ajudam a transformar pequenos negócios em empresas mais estruturadas e sustentáveis.

Apoio do Sebrae às mulheres

Para a gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão (UEDI) do Sebrae, Geórgia Nunes, fortalecer o empreendedorismo feminino é impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país. "Quando fortalecemos uma mulher empreendedora, fortalecemos também famílias, comunidades e economias locais", afirma. Segundo ela, o objetivo é ampliar o acesso das empresárias ao conhecimento, à inovação, ao crédito e às ferramentas de gestão para que os negócios cresçam de forma sustentável.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae

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